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Setembro Amarelo: mês da promoção da vida e de prevenção ao suicídio!

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O mês de setembro, também denominado “setembro amarelo”, faz parte de uma campanha mundial de prevenção ao suicídio. A origem da campanha foi no ano de 1994, nos Estados Unidos, ocasião em que o jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio, por ter problemas psicológicos e não ter sido entendido por seus pais e pessoas do seu convívio. No Brasil, essa campanha iniciou com mais intensidade a partir do ano de 2015.

 

 

Ela visa conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção ao suicídio e a promoção da vida, bem como, difundir informações para que a sociedade possa se sensibilizar e ajudar as pessoas que passam por situações de sofrimento mental ou psicológico, e, acima de tudo, evitar acontecimentos negativos, afinal, as doenças psíquicas e o suicídio como consequência são uma questão de saúde pública. Por isso, deve ser prevenido e evitado por meio de intervenções, seja com informações, ações terapêuticas e atividades que promovam a saúde física e psicológica das pessoas. Dentre os principais transtornos mentais, os mais conhecidos são a depressão, a esquizofrenia, o transtorno bipolar, o uso de álcool e outras drogas.

 

 

Estas e outras situações similares são fatores de risco, podendo gerar crises existenciais as quais levam ao suicídio. Atualmente, no mundo, existem números alarmantes de mortes por suicídio.

 

 

 

Conforme a Organização Pan-Americana de Saúde, órgão da Organização Mundial de Saúde, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos. O suicídio foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, ficando atrás apenas dos acidentes de trânsito, enquanto que, entre adolescentes de 15 a 19 anos, o suicídio foi a segunda principal causa de morte entre meninas e a terceira principal causa de morte entre meninos.

 

 

79% dos suicídios no mundo ocorreram em países de baixa e média renda, enquanto os países de alta renda apresentam a maior taxa, em torno de 11,5 para cada 100 mil – quase três vezes mais homens morrem por suicídio d que mulheres em países de alta renda, em contraste com os países de baixa renda, em que as taxas são semelhantes. Esse debate pode ser vinculado ao Objetivo 03, “Saúde e bem-estar”, que compõe um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU). Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o número de suicídios no Brasil no ano de 2020 foi de 12.895, enquanto que em 2019 foi de 12.745 casos, com variação 0,4%, com taxa de 6,1 casos para cada 100.000 habitantes. Em Santa Catarina, ocorreram 880 casos no ano de 2020, enquanto que em 2019 foram 970 – em 2020, 12,1 casos para cada 100.000 habitantes, enquanto que em 2019 houveram 13,5 casos a cada 100.000 habitantes – de 2019 para 2020 houve uma redução de -10,4%.

 

 

 

A prevenção ao suicídio requer a participação de vários setores na sociedade, dentre eles, a área da saúde, educação, justiça, política e mídia, para que as informações tenham alcance maior e atinjam toda a população. Entende-se que a sociedade deva discutir esse assunto abertamente, para fins de conscientização da comunidade e promoção da vida.

 

 

 

No entanto, é fundamental uma comunicação correta, responsável e ética para ajudar na prevenção ao suicídio e evitar o sofrimento de famílias. Saber abordar o tema, sensibilizar o público em relação ao assunto, compreender, escutar, conversar com a pessoa em sofrimento, e, sobretudo, sem julgamento. É importante observar se as pessoas com as quais nos relacionamos apresentam sinais de sofrimento mental. Esses sinais podem ser de conduta ou manifestações verbais, que não devem ser julgados como ameaças e chantagens emocionais, mas, sim, como avisos de alerta para potencial risco real. Pessoas que possuem histórico de tentativa de suicídio apresentam como fator de risco a nova tentativa.

 

 

 

 

 

As pessoas que possuem diagnóstico de transtornos mentais, diante de fatores estressores podem ser levadas a atos impulsivos devido a situações que estejam passando e muitas vezes não veem outra saída, senão a morte. Quando identificados sinais emitidos pelas pessoas, deve-se buscar ajuda imediatamente em serviços de Saúde, como: Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS); Unidades Básicas de Saúde (UBS); Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU); Unidade de Pronto Atendimento (UPA); Pronto Socorro; Hospitais e Centros de Valorização da Vida (CVV), os quais prestam serviços de apoio emocional, prevenção, cuidado e promoção à vida!, afinal, vidas importam, sempre!

 

 

 

LUCIMELI NOGUEIRA DO AMARAL – Mestranda no Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional da Universidade do Contestado (UnC). E-mail: [email protected]

JAIRO MARCHESAN – Professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional da Universidade do Contestado (UnC). E-mail: [email protected]

 

CLÁUDIO MACHADO MAIA – Docente do Programa de Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional e do Mestrado Profissional em Administração da Universidade do Contestado (UnC). E-mail: [email protected]

 

Referências:

Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: ABSP, 2021.

Equipe Gazeta
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