Típica bebida da região Sul do Brasil, o chimarrão está presente na rotina de muitas pessoas, seja em casa ou no trabalho, em família, sozinhas ou entre amigos. O consumo de chimarrão é tão importante cultural e economicamente que também recebe a atenção de pesquisadores. No Câmpus Canoinhas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), a pesquisa “Influência da marca na aceitação sensorial de chimarrão” já começa a apresentar os primeiros resultados.
Para dar suporte às análises sensoriais que serão realizadas para estudar a influência da marca, a equipe de pesquisadores realizou uma pesquisa inicial para saber quantas recargas de chimarrão são possíveis até a alteração do sabor da erva-mate. “Até a quarta recarga da cuia, os consumidores podem consumir o chimarrão sem que a sua aceitação seja influenciada”, responde o coordenador do projeto, Luiz Paulo de Lima.
O número de quatro recargas possíveis foi encontrado após um experimento de avaliação com 72 julgadores, entre estudantes e servidores do IFSC, realizado nos dias 1, 8 e 9 de agosto. Todos os avaliadores receberam cuias referentes à primeira, segunda, terceira e quarta recargas de uma mesma erva, de uma única marca. “A cada nova recarga da cuia, uma fração dos constituintes da erva-mate migra para a água. Dessa forma, não havendo substituição da erva, a concentração destes compostos no chimarrão tende a ficar cada vez menor, o que pode influenciar a sua aceitação”, explica o professor.
De acordo com Luiz Paulo, este é um dado muito importante para projetos futuros. “Se há indícios de que cuias de diferentes recargas podem ser servidas sem prejuízo à aceitação do consumidor, isso pode proporcionar uma grande redução de custos com a aquisição de ervas e com o preparo do chimarrão”, justifica o coordenador do projeto, que conta ainda com a participação de cinco estudantes dos cursos técnico e superior de Alimentos, Ariel Laurentino Pereira, Ernani Antonio Wolter Júnior, Hiago Tadeu Lopes Pereira, Larissa Cacilda Leite e Nathália Pereira.


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