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De Canoinhas a Corupá: A Carreira do Cabo André Bueno da Rocha na Polícia Militar de Santa Catarina

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Dando continuidade à série de entrevistas com veteranos do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), o sexto entrevistado é o cabo da reserva remunerada André Bueno da Rocha. O seu ingresso na Polícia Militar ocorreu no ano de 1962, no 3º BPM.

Lembra-se de que, naquela época, estava desempregado e com dificuldades de encontrar serviço. Ao passar em frente à delegacia de Canoinhas, perguntou a um policial militar que lá trabalhava se tinha vaga na polícia. “O policial me orientou a pedir informações no 3º BPM”.

André Bueno da Rocha. Década de 1980

Após a orientação, foi até o quartel, onde recebeu informações que estava ocorrendo processo de seleção. Uma vez inscrito, obteve êxito na aprovação, ingressando na Polícia Militar. Serviu por cinco anos no 3º BPM, período em que estabeleceu excelente relação de amizade com o major Roque de Oliveira Mendes, que foi comandante do batalhão de 13 de abril de 1964 a 1º de março de 1971. Após cinco anos em Canoinhas, “o major Roque me convidou para servir destacado em Corupá por ser um excelente destacamento”.

André Bueno da Rocha, o primeiro da esquerda para a direita. Década de 1970

 

Por volta de 1967, André foi transferido para Corupá, um destacamento que, na época, fazia parte da estrutura do 3º Batalhão. A área do 3ºBPM abrangia municípios como Joinville, Guaramirim, São Bento do Sul, entre muitos outros. Em 1968, Joinville se tornou a 7ª Companhia de Polícia Destacada (que anos mais tarde deu origem ao 8º BPM), e Corupá passou a ser subordinado a essa companhia (atualmente, o destacamento é vinculado ao 14º BPM de Jaraguá do Sul.

André Bueno da Rocha e amigo. Década de 1970

Após ser transferido para Corupá, exerceu todo o restante de seu tempo de serviço nesse município. Lembra das dificuldades enfrentadas em relação ao transporte. “Durante muitos anos, não havia viatura disponível. Quando surgia a necessidade de deslocamento, o interessado deveria providenciar o transporte. Às vezes, íamos de táxi e o culpado pelo fato tinha que pagar a conta. Por muitos anos, realizei o patrulhamento de bicicleta, mas não com a da PM e sim com a minha”. Ainda possui a bicicleta com a qual patrulhava.

Bicicleta utilizada no patrulhamento

Do seu período de atividade, recorda-se dos atendimentos a acidentes de trânsito na Serra de Corupá, bem como das diligências realizadas no interior do município. Uma delas, da qual possui foto, ocorreu no limite entre os municípios de Corupá e Rio Negrinho, na fazenda Battistela.

Diligência policial. Fazenda Batistella. Limite entre Corupá e Rio Negrinho
Acidente de trânsito. Serra de Corupá. Década de 1970

Atendimento de ocorrência. Acidente de trânsito. Serra de Corupá. Década de 1970

Lembra-se também de uma ocasião em que, sozinho, foi para o interior do município prender um criminoso. “Quando eu cheguei ao local, vi que o sujeito era bastante grande e forte. Consegui prendê-lo, porque os populares me ajudaram. Não havia algemas. Suas mãos foram amarradas às costas com cordas. Ele foi conduzido à delegacia em cima de um caminhão, sendo amarrado com cabos de aço para que se mantivesse deitado na carroceria do veículo”. Por muitos anos, o destacamento era sediado junto à delegacia do município. Em razão disso, possuía amizade com os colegas policiais civis com quem dividia o espaço.

Depois de muitos anos de serviço, resolveu conferir no batalhão quanto tempo restava para poder ingressar na reserva. A essa altura, 1987, Joinville já era sede do 8º BPM. “Quando cheguei ao batalhão, disseram que o meu tempo já estava vencido”. Pouco antes de ir para a reserva, foi homenageado em formatura na sede do batalhão. Recebeu das mãos do comandante do 8º BPM, tenente-coronel Bruno Marcos Kleis, o diploma de honra ao mérito assinado pelo comandante-geral, Guido Zimmermann. No mesmo ano, ingressou na reserva remunerada na graduação de cabo.

Andre Bueno da Rocha. Recebimento de Diploma de Honra ao Mérito. 8º BPM. Década de 1980
Diploma de Honra ao Mérito

O cabo “Andrezinho”, como é carinhosamente chamado por seus colegas de farda, iniciou sua carreira na sede do 3º BPM, em Canoinhas, mas foi em Corupá, onde desempenhou a maior parte de sua trajetória profissional. Foi também em Corupá que estabeleceu sua família. Até hoje, continua a residir no município. Possui outros três irmãos policiais militares veteranos, dentre os quais Lauro Rocha, cuja entrevista foi recentemente publicada na mesma série. Mesmo após tantos anos desde seu ingresso na PM, o orgulho de ser policial militar segue evidente em cada atitude sua. Esse vínculo com a corporação é algo que ele carrega com muita honra, refletindo o amor e o compromisso que sempre dedicou à sua profissão.

 

Por capitão PM Diego Gudas

Equipe A Gazeta Tresbarrense
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