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EXTRAÇÃO DO XISTO É DESENVOLVIMENTO?

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Entende-se por desenvolvimento o processo de busca efetiva de reconhecimento e superação, isto do particular para a conformação do universal. Também a tomada de consciência-de-si para a ação da vontade livre e, a efetivação da razão no espírito e na objetivação desta na história. Primeiramente, para que se objetive o desenvolvimento, é preciso criar condições para que este processo ocorra. Mas qual desenvolvimento?

 

 

Observando esta região do Planalto Norte Catarinense e Sul do Paraná que é marcada pela Guerra do Contestado – ocorreu no início do século XX e é marca deste conflito a influência religiosa na liderança do exército dos militantes caboclos e a presença militar estatal. Esta guerra ocorrida em terras catarinenses deixou cicatrizes sociais que permanecem ainda hoje. O Estado brasileiro avançou ferozmente com seu exército sobre os camponeses da região. Marcas desse massacre permanecem.

 

 

 

Ainda hoje o Estado brasileiro avança sobre estes povos. Ao permitir a extração do minério de xisto por empresas multinacionais sem respeitar a população que habita estas terras. O Estado continua matando a história, a natureza… A terra preparada para o plantio, a natureza, as construções, a vida e a história familiar não são consideradas pela ganância do capital que insiste em continuar destruindo em nome de dinheiro. Estas terras possuem marcas históricas de extrativismo. Será isto desenvolvimento?

 

 

 

 

Os valores econômicos repassados pelas mineradoras são insignificantes. A destruição ambiental, histórica e do patrimônio construída por famílias durante décadas é enorme. As famílias que não forem atingidas diretamente e desapropriadas (isso também será injusto) serão atingidas pelos problemas de saúde, poluição ambiental (comprometimento da água, da terra e do ar) e sonora (explosões para sedimentação das rochas, escavações e transporte de minério), além disso, a terra onde ocorre a exploração se torna improdutiva. Outros possíveis problemas vamos descobrir no decorrer do processo.

 

 

 

 

Diante dessa rápida análise já podemos perceber que a exploração de minério não significa desenvolvimento. Não enriquecerá a região mas: empobrecerá, desapropriará, destruirá a natureza, as terras ricas para produção de alimentos. A natureza nos presenteou com paisagens exuberantes que, se permitirmos, poderão ser destruídas em pouco tempo. Nosso ar possui qualidade que se permitirmos poderá nos trazer gases tóxicos da mineração e com ele doenças diversas. Temos paz que pode acabar, se permitirmos que sangrem nossas terras com máquinas e dinamites. Se nossos representantes políticos não vierem conosco, vamos nós nos representar levantar e dizer NÃO para a exploração do xisto em terras do Planalto Norte Catarinense. Isso não é desenvolvimento. Isso é o inferno na terra.

 

Prof. Me. Alceu Junior Maciel
Membro 

 

do Grupo de Estudo  
em Giorgio Agamben e Grupo de 
Pesquisa interdisciplinar em 

 

Ciências Humanas (CNPq)-  
Equipe Gazeta
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