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Evolução da interação e integração neural entre Emoção e Cognição: No caminho à felicidade!

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A emoção é o resultado de uma reação do organismo frente aos estímulos percebidos, ou seja, são ajustes fisiológicos do corpo que estão a serviço da sobrevivência do indivíduo e da espécie. Por estas razões, as emoções são inatas e alcançaram importância significativa ao longo da nossa evolução pois, diante de estímulos aversivos, a relação entre estados mentais e necessidade de sobrevivência, desenvolveu as mais variadas respostas fisiológicas que são geradas pelas emoções básicas, como a raiva e o medo e que garantem assim o movimento da vida: sua continuidade e evolução.

 

 

As emoções, portanto, são resultado da atividade nervosa cerebral diante do que as causam. Essas reações são importantes para o funcionamento adequado do organismo no ambiente, uma vez que, diante de um perigo, ao ter uma reação emocional de medo, o corpo se prepara para a luta ou a fuga, por exemplo. Como os seres humanos necessitam de contato entre si para se desenvolverem, o aumento do repertório linguístico a partir das interações sociais, segundo Caforio da Universidade Federal do ABC, aumenta a diferenciação e identificação emocional dos indivíduos. Isto é, a capacidade de diferenciar e experimentar estados emocionais no nosso dia a dia está atrelada à nossa capacidade de categorização linguística. Segundo o mesmo, um dos achados que trazem força para essa hipótese é o fato de que crianças, após os primeiros anos de vida, passam a categorizar melhor estados emocionais, assim como a utilizar mais palavras de significado emocional quando inseridas em um contexto que estimule o contato social. Aqui destaca-se, portanto, a importância da comunicação – linguagem – e do contato entre as pessoas para o desenvolvimento humano (Widen, 2016 apud Caforio).

 

 

Destarte, as emoções desempenham uma função relacionada também com a comunicação, tal importância se deve ao fato de a mesma ter permanecido e passado por um processo de evolução ao longo do tempo, possibilitando adaptações às nossas tarefas cotidianas.

 

 

E a cognição? De acordo com Sadock (2007, p. 172):

 

 

“É o processo de obter, organizar e usar o conhecimento intelectual. As pessoas realizam operações mentais e armazenam informações na memória para serem recuperadas posteriormente. As teorias de aprendizagem cognitiva concentram-se no papel da compreensão: a cognição implica compreender a conexão entre causa e efeito, entre uma ação e suas consequências. As estratégias cognitivas são planos mentais que as pessoas usam para entender a si mesmas e o ambiente”

 

 

 

Portanto, conforme Moll, Oliveira-Souza e Eslinger (2003, p. 299 apud Souza, 2016), a capacidade de desenvolver a cognição e a sensitividade social inclui, basicamente, “a capacidade de assimilação de regras baseadas sobre recompensas/punições e a atribuição de intenções, crenças, sensações e desejos a outras pessoas”.

 

 

Diante da evolução emocional e cognitiva, os humanos, adquiriram um grande repertório de comportamentos sociais, como o senso de justiça, que permeia os comportamentos em sociedade. São essas habilidades que constituem os elementos mais incisivos em relação à origem da moralidade humana, com isso, inúmeras emoções morais podem ser designadas, nesse sentido, como emoções sociais ou sócio morais. Ou seja, a análise da integração entre emoção e cognição leva-nos a uma compreensão mais precisa das situações e dos diferentes tipos de emoção que têm implicação com a evolução, no desenvolvimento dos diferentes níveis de consciência, na mentalidade e no comportamento, conforme destaca Izard (2009, p. 2 apud Souza, 2016).

 

 

A cognição, deste modo, é responsável pelo aprendizado e armazenamento de informações importantes para futuras decisões, desta forma, a interação da cognição com a emoção, que resulta em sentimentos, é fundamental para interpretar avisos sensoriais, ou alertas sobre certas situações já vividas ou precedidas e, com isso, auxiliar inconscientemente o indivíduo em suas escolhas no tempo presente.

 

 

Com isso, o processo de interação entre a Emoção e a Cognição, remonta o processo decisório de ação, sendo assim, quanto mais trabalhamos o nosso autoconhecimento, mais conscientes podemos estar diante das nossas escolhas.

 

 

O autoconhecimento é possibilitado diante das relações de vida, nas quais temos a oportunidade de aprender e adquirir novas experiências que nos proporcionam o autodesenvolvimento além do conhecimento a respeito de nós mesmos.

 

 

 

Diante disso, podemos considerar que, ao passo que ampliamos o nosso nível de consciência através de experiências, podemos fazer escolhas conscientes sobre o momento, – o aqui e agora -, e que proporcionará a possibilidade de construir o nosso futuro e consequentemente a isso, termos uma vida mais satisfatória e feliz. São à essas possiblidades que fazemos referência quando pensamos na evolução da interação e integração neural entre Emoção e a Cognição no percurso à felicidade humana!

 

Referências:

 

CAFORIO, Bruno. Desenvolvimento Emocional e a Linguagem. Neuroconecte. Disponível em: https://neuroconecte.com.br/desenvolvimento-emocional-e-a-linguagem/ Acesso em: 17 out. 2021

 

SOUZA, Lucas Freitas. A Interação entre emoção e cognição no processo de descision-making: a hipótese dos marcadores somáticos. Âmbito Jurídico. Filosofia. Revista 151. Publicado em 01 ago. 2016. Disponível em: https://ambitojuridico.com.br/edicoes/revista-151/a-interacao-entre-emocao-e-cognicao-no-processo-de-descision-making-a-hipotese-dos-marcadores-somaticos/ Acesso em: 17 out. 2021

 

SADOCK, Benjamin James. Compêndio de psiquiatria: ciências do comportamento e psiquiatria clínica / Benjamin James Sadock, Virginia Alcott Sadock; Tradução Claudia Dornelles … [et al.]. – 9.ed. Porto alegre: Artmed, 2007.

 

Autores:

 

Príncela Santana da Cruz. Professora e Psicóloga Clínica E-mail: [email protected]

 

Roberson Alexsandro Vithoft. Autodidata da Ciência da Felicidade. E-mail: [email protected]

 

Equipe Gazeta
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